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19.07.2018

Cerejas

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© Galina Semenko / Fotolia

As cerejas fazem, simplesmente, parte do verão. Não é por acaso que são dos tipos de fruta mais apreciados em muitos países, como Portugal. Quantos de nós, enquanto crianças, não comiam cerejas no jardim e depois faziam concursos para ver quem cuspia os caroços mais longe? Na Alemanha, mais concretamente na Renânia, existe até um campeonato do mundo anual de cuspidela de caroços de cereja. O recorde atual é de 15,58 m para os homens e de 11,76 m para as mulheres.

Entre os tipos mais apreciados estão as cerejas doces e as cerejas ácidas, conhecidas por ginjas. As primeiras sabem especialmente bem quando acabadas de apanhar da árvore. Além disso, as cerejas doces são particularmente adequadas para doces, compotas e recheio de bolos. As ginjas, por seu lado, são maioritariamente colocadas em conserva ou utilizadas na produção de licor. O seu sabor entre o amargo e o ácido combina bem com pratos substanciais.

Estes frutos, que vão do amarelo-claro ou do vermelho ao quase preto, podem ser colhidos de meados de junho até agosto. As cerejas frescas podem ser reconhecidas na compra pelos seus pedúnculos verdes e maleáveis. As cerejas sem pedúnculo secam e apodrecem mais rapidamente. Lave as cerejas apenas antes de as consumir, de outra forma ficam moles e estragam-se mais depressa. Guardadas no frigorífico, as cerejas aguentam 2-3 dias. Além disso, podem ser congeladas sem problema, mesmo com caroço.

As redondas cerejas contêm vitaminas e sais minerais importantes, incluindo vitaminas C e B, ácido fólico, potássio, ferro e zinco, bem como cálcio, fósforo e magnésio.

Em Portugal são produzidos quatro tipos de cereja doce de origem nacional: Saco da Cova da Beira, Saco do Douro, Lisboeta e São Julião. As cerejas de Saco têm uma consistência firme, são carnudas e doces, e a sua cor vai do vermelho vivo ao vermelho-púrpura. A Lisboeta apresenta frutos grandes e corados, e uma polpa rija e açucarada. A São Julião tem uma cor preta, um sabor muito doce e uma acentuada pigmentação na polpa.

As cerejas ácidas, mais conhecidas por ginjas, são muito populares em Portugal. Cultivadas sobretudo nas regiões do Algarve, de Lisboa, de Alcobaça e de Óbidos, não são agradáveis se comidas frescas, ao contrário das cerejas doces. São consumidas preferencialmente em doces e, sobretudo, sob a forma de «ginjinha», um licor obtido através da maceração da ginja. O licor pode ser bebido sem fruto, ou com um ou mais frutos no fundo do copo. Nesse caso as ginjas apresentam um sabor algo ácido, mas agradável.